Efeito de diferentes doses e frequências de aplicação do benzoato de estradiol sobre a concentração plasmática de estrógeno em éguas acíclicas

[Cod. Trabalho : 1367]

PÔSTER

REPRODUÇÃO DE EQUÍDEOS

EFEITO DE DIFERENTES DOSES E FREQUÊNCIAS DE APLICAÇÃO DO BENZOATO DE ESTRADIOL SOBRE A CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DE ESTRÓGENO EM ÉGUAS ACÍCLICAS

ELISA SANT’ANNA MONTEIRO DA SILVA1; ANNY RAISSA CAROLINI GOMES1; SAMUEL CATUCI FRITSCH1; JOSÉ CARLOS DE FIGUEIREDO PANTOJA1; JANET FAY ROSER2; JOSE PAES DE OLIVEIRA-FILHO1; CEZINANDE MEIRA1.
1.FMVZ – UNESP – BOTUCATU, BOTUCATU – SP – BRASIL; 2.DEPARTMENT OF ANIMAL SCIENCE – UC DAVIS -, DAVIS – ESTADOS UNIDOS.

Palavras-chave: estradiol;éguas acíclicas;receptoras;progesterona;perfil hormonal

Resumo:

A administração de estrógenos e progestágenos são comumente utilizados para o preparo de éguas receptoras acíclicas em programas de transferência de embriões. Apesar de existirem protocolos padronizados para a administração de progestágenos exógenos, que produzem concentrações plasmáticas de progesterona conhecidas e adequadas para a manutenção da gestação, não há estudos determinando a dose e/ou frequência de aplicação de estrógenos que, além de provocar edema endometrial, produzam perfil hormonal similar ao encontrado em éguas cíclicas durante o estro. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes doses e frequência de aplicação do benzoato de estradiol sobre o perfil da concentração plasmática de estrógeno em éguas acíclicas. Foram avaliadas 21 éguas durante o período de anestro, constituindo os grupos 2,5mg BE+P4 LA (n=7), 5mg BE+P4 LA (n=7) e 10mg BE+P4 LA (n=7), os quais receberam: dose única de 2,5 mg de benzoato de estradiol (BE) e 48 hs após 1500 mg de progesterona de longa ação (P4 LA); 5 mg de BE em doses decrescentes (3 e 2 mg em dias consecutivos) e 24hs após a útlima aplicação de BE receberam 1500 mg de P4 LA; e 10 mg de BE em doses decrescentes (5, 3 e 2 mg em dias consecutivos) seguido de 1500 mg de P4 LA  administrado 24 hs após a última aplicação de benzoato, respectivamente. As éguas foram reavaliadas durante a fase cíclica e sete delas foram utilizadas para compor o grupo Controle, que não recebeu tratamento hormonal. Para a mensuração do estrógeno plasmático, a punção da veia jugular foi realizada a cada 24h imediatamente antes da primeira aplicação do BE até o quinto dia pós administração da P4 LA nos grupos tratados e a partir da detecção de folículo de 30 mm de diâmetro até o 5° dia pós ovulação no grupo Controle. As dosagens do 17β-estradiol (E2) e estrógeno conjugado (EC; sulfato de estrona) foram realizadas por radioimunoensaio no laboratório da Dra. Janet Roser, no Departamento de Animal Science da Universidade da Califórnia, Davis, EUA. Modelo linear misto com medidas repetidas foi usado para comparar a concentração plasmática média de E2 e EC entre os grupos. Picos do E2 foram observados 24 hs após a primeira administração do BE nos grupos tratados e não foi observada diferença estatística (p>0,05) entre os grupos, apesar das diferentes doses administradas. No grupo Controle, o pico do E2 foi observado dois dias antes da ovulação, o qual não foi diferente (p>0,05) dos encontrados nos grupos tratados. Após a administração de P4 LA ou ovulação, as concentrações de E2 reduziram e diferença estatística foi observada 24 hs após aplicacão da P4 LA ou ovulação entre os grupos 10 mg BE e Controle (p<0,05). O pico do EC foi observado 24 hs após a administração única de 2,5mg de BE, enquanto nos grupos 5mg e 10mg os picos foram observados 48 hs após a primeira administração do BE. No grupo Controle, o pico de EC foi detectado dois dias antes da ovulação. Não foram encontradas diferenças estatísticas quando os picos de EC foram comparados entre os grupos Controle e tratados. Após a aplicação de P4 LA ou ovulação, as concentrações de EC reduziram e diferença estatística foi observada cinco dias pós aplicação de P4 LA ou ovulação entre os grupos 5mg BE e Controle (p<0,05). Sabe-se que o EC sulfato de estrona é uma forma biológica inativa de estrógeno que atua no equilíbrio do E2 (forma ativa), ou seja, o E2 é convertido a EC quando há um excesso de estradiol no organismo ou o EC é convertido a E2 quando há falta da forma ativa. Considerando que o pico de EC nos grupos 5 e 10mg ocorreram 24hs após o pico de E2, o que não foi observado nos grupos 2,5mg e Controle, sugere-se que houve excesso de estradiol nestes grupos. Conclui-se que a dose única de 2,5mg de BE leva a picos de concentrações endógenas de estradiol similares aos de éguas tratadas com doses mais elevadas e aos de éguas cíclicas, sem elevar a concentração de EC.