RETROVERSÃO PERSISTENTE DE EPIGLOTE EM EQUINO

[Cod. Trabalho : 1941]

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RELATO DE CASO

Autores: NARA SARAIVA BERNARDI  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR PRINCIPAL /APRESENTADOR
GABRIELA GOMES RIVERA  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
GABRIELA MARCHIORI BUENO  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
SAMUEL DOS SANTOS SOUSA  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
YURI SILVA BONACIN  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
VANESSA BARROCO DE PAULA  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
DANIELA JUNQUEIRA DE QUEIROZ  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
VINICIUS ATHAYDES CANELLO  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
PAULO ALÉSCIO CANOLA  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR
JOSÉ CORRÊA DE LACERDA NETO  (UNESP JABOTICABAL – BRASIL)/AUTOR 

Palavras-chave: Dispneia;Ruído inspiratório;Vias aéreas superiores;Laringe;Endoscopia

Resumo:

Introdução: Retroversão de epiglote é um raro distúrbio de laringe que faz com que a epiglote se retroverta em direção à glote. Geralmente se manifesta durante o exercício, os animais apresentam ruído inspiratório e sofrem queda no desempenho esportivo. O diagnóstico é feito por meio de endoscopia dinâmica, onde se visualiza a retroversão da epiglote durante a inspiração, e seu retorno à posição normal durante a expiração. A etiologia dessa patologia é desconhecida, porém anestesia local do músculo geniohioideo e dos nervos hipoglossos induzem retroversão da epiglote durante o exercício. Trauma, inflamação ou perda da função motora dos músculos hioepiglótico ou geniohioideo podem preceder a retroversão de epiglote. Relato de Caso: Um equino fêmea, da raça Quarto de Milha, de 19 anos de idade, foi referida ao Hospital Veterinário Governador Laudo Natel, da FCAV/UNESP, apresentando intenso ruído respiratório, tanto inspiratório quanto expiratório, o qual se intensificava consideravelmente em exercício leve. Ao exame físico, realizado com o animal em repouso, observou-se taquipneia discreta e a auscultação pulmonar não revelou a presença de sons patológicos. No entanto, ao mínimo esforço, como caminhar, o animal desenvolvia quadro de dispneia severa. O exame endoscópico foi realizado, com o animal em posição quadrupedal, sob sedação com detomidina na dose de 0,01 mg/kg. A cavidade nasal (meato dorsal, meato médio e meato comum, concha ventral, concha dorsal e septo nasal) apresentou-se com aspecto normal. Os endoturbinatos também não apresentaram alteração, estando a região etmoidal preservada. Não foi possível adentrar as bolsas guturais, porém externamente encontravam-se hiperêmicas. O palato mole encontrava-se em sua posição anatômica, sem qualquer indício de deslocamento. A laringe apresentava paralisia das cartilagens aritenoides as quais estavam aumentadas de tamanho, sugerindo quadro de condrite bilateral das cartilagens aritenoides. A epiglote apresentou-se edemaciada e retrovertida permanentemente. Na traqueia cervical proximal verificou-se a presença de exsudato mucopurulento na porção ventral e mucosa hiperêmica. A traqueia torácica apresentou-se normal. O tratamento instituído foi traqueostomia permanente. Discussão: Não foram encontrados na literatura relatos de retroversão persistente da epiglote, estando descritos apenas casos de retroversão durante o exercício. Assim o quadro observado aparentemente é inédito. A traqueostomia permanente é um tratamento bastante invasivo, no entanto foi instituído devido à gravidade da dispneia apresentada pelo animal durante exercício, mesmo que de mínima intensidade e por tratar-se de uma égua utilizada apenas para reprodução. O presente trabalho conclui que a retroversão persistente da epiglote é uma patologia passível de acometer os equinos, porém a etiologia do processo ainda é desconhecida.

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