USO DE HORMÔNIOS INDUTORES DE OVULAÇÃO (GnRH e hCG) SOBRE A TAXA DE RECUPERAÇÃO EMBRIONÁRIA EM ÉGUAS MANGALARGA MARCHADOR

Resumo:
Foi realizado um experimento com 21 éguas da raça Mangalarga Marchador. Foram feitos 111 lavados totais (positivos e negativos), em que todos os animais tiveram ciclo normal (fisiológicos); em alguns foram usados indutores de ovulação e separados em três grupos distintos. Os animais que não usaram hormônio tiveram uma taxa de 39 (35%); os que usaram GnRH, 36 (32,5%); e os tratados com hCG, 36 (32,5%). Os lavados positivos totais tanto com uso de indutor e ciclos sem indutor foram de 85 (76%), ou seja, os lavados que foram recuperados os embriões, prosseguindo os lavados positivos. Os animais que não fizeram uso de nenhum hormônio tiveram uma taxa de 29 lavados (26%); os que usaram GnRH, tanto no ciclo fisiológico tanto no ciclo induzido foram de 29 (26%) e hCG de 27 (24%). De lavados negativos, ou seja, que não se tiveram a recuperação do embrião no copo coletor, o total, tanto de ciclos fisiológicos quanto os que foram utilizados indutores, foi de 26 (24%). Posteriormente, os animais que
não usaram nenhum tipo de indução exógena foram de 10 (9%); os que usaram GnRH juntamente com os ciclos fisiológicos, de 7 (6,5%) e, por fim, os com hCG também com ciclos sem indução, de 9 (8,5%). Concluiu-se que o uso de indutores é uma ferramenta valiosa na reprodução eqüina; entretanto, necessita-se de maiores estudos para uma verificação de seu custo-benefício e se realmente há melhoria na reprodução equina.
Autor:  Lucas Reis Vieira¹, Giancarlo Magalhães dos Santos²,  Gilberto Guimarães Lourenço³