Influência do sexo no ganho de peso de Potros Puro Sangue Inglês

Introdução: O crescimento ósseo não parece ser afetado por mudanças ambientais, pelo trabalho e devido às mudanças das estações do ano, tendo uma progressão constante dos 12 aos 36 meses de idade, resultando num pequeno ganho tanto para as fêmeas quanto para os machos. Alguns autores não observaram diferenças significativas na comparação do crescimento entre machos e fêmeas, já que após o monitoramento do crescimento de potros Puro Sangue Inglês desde o nascimento até os 17 meses de idade, não foi verificado diferença no ganho de peso entre potros machos e fêmeas.
Objetivo: Avaliação das taxas de crescimento em potros Puro Sangue Inglês, para verificar se há diferença significativa entre o ganho de peso de potros machos e fêmeas.

Metodologia: Foram observadas 3 gerações 2002, 2003 e 2004, sendo avaliados, na geração 2002, 2 garanhões, na de 2003 foram utilizados 3 garanhões, e na geração de 2004, 2 garanhões totalizando 95 potros, sendo 50 fêmeas e 45 machos dessas três gerações consecutivas. Os potros foram monitorados a partir de 250 dias até 450 dias de idade (em média), sendo feita pesagens mensais em balança específica. Esses pesos foram correlacionados com a tabela pré-estabelecida que possui medidas estimadas do crescimento de potros Puro Sangue Inglês (Kentucky Equine Research, Inc.), comparando a condição corporal do potro com a estimada pela tabela.

Resultados e Discussão: Através de análises estatísticas, aplicando o teste do T, dados de peso e sexo foram calculados pela média de pesos mensais de fêmeas e machos filhos de um mesmo garanhão comparando-as com o T calculado e verificando se era significativo ou não. Não houve diferença significativa no ganho de peso entre fêmeas e machos conforme observado na literatura consultada.

Conclusão:As medidas de potros machos são maiores do que as das fêmeas no nascimento e as diferenças aumentam proporcionalmente durante o período de crescimento.

1UNESA- Universidade Estácio de Sá; UBM – Centro Universitário de Barra Mansa, RJ. ravet@uol.com.br
2Jockey Club do Rio de Janeiro
3Medica Veterinária Autonoma

Rafaela Paes de Barros3; Rita de Cássia Martins Aurnheimer1; Homero Assis Brasil2; Débora Costabile Soibelman3Abraveq mae e filhote