Efeito do Estresse Térmico e do Exercício sobre Parâmetros Fisiológicos de Cavalos do Exército Brasileiro

RESUMO –

Os cavalos do exército brasileiro são usados em dias de exposição e, muitas vezes, submetidos a exercício intenso, que, aliado às condições climáticas do cerrado do Centro-Oeste brasileiro, resulta na necessidade de extrema aclimatação dos mesmos. O objetivo desse estudo foi determinar o efeito do estresse térmico e do exercício a que estão submetidas às raças de eqüinos estudadas. Foram utilizados 40 cavalos adultos (4 a 13 anos) do 1o Regimento de Cavalaria de Guarda (10 animais de cada uma das raças Puro Sangue de Corrida – PSC, Mestiço – M e Brasileiro de Hipismo – BH) e do 32o Grupo de Artilharia de Campanha (10 animais da raça Bretã), localizado no Setor Militar Urbano do Distrito Federal. Foram realizadas três medidas das freqüências cardíaca e respiratória, da temperatura retal e colhidas amostras de sangue quatro vezes por dia, de manhã e à tarde, antes e depois dos animais terem sido submetidos a exercício. A raça afetou todas as características exceto VCM, HCM e CHCM. Animais da raça PSC tiveram médias mais altas para leucócitos (7,83 ± 1,59), hemácias (9,21 ± 1,27), VG (40,75 ± 4,58) e hemoglobina (14,34 ± 1,67), enquanto os mestiços tiveram médias mais altas para proteína plasmática total (6,93 ± 0,66). Na raça Bretã foram observados níveis mais baixos para a maioria das características examinadas. O exercício afetou todas as características exceto VCM, HCM e CHCM com o nível das características aumentando em todos os casos. As correlações entre as características investigadas variam muito, sendo que entre hemácias, hemoglobina, VG foram em geral altas e positivas (>0,58), enquanto com a proteína plasmática total foram de médias a baixas (<0,26). O presente experimento nos permite concluir que os animais da raça PSC são os mais susceptíveis e os da raça Bretã os melhores adaptados às condições do clima do DF.

Autor: Giane Regina Paludo1, Concepta McManus1, Renata Queiroz de Melo1, André Granja Cardoso1, Fabíola Peixoto da Silva Mello1, Moryenne Moreira2, Beatriz H. Fuck2

Veja o artigo na íntegra: http://www.scielo.br/pdf/rbz/v31n3/13064.pdf